Exame do cotonete na gravidez: Para que serve?
Gravidez

Exame do cotonete na gravidez: Para que serve?

Durante a gestação, a mulher grávida precisa realizar diversos exames para garantir que está tudo bem com a sua saúde. O exame do cotonete durante a gravidez é um deles. Saiba mais aqui.

Durante a gestação, a mulher grávida precisa realizar diversos exames para garantir que está tudo bem com a sua saúde. O exame do cotonete durante a gravidez é um deles. Saiba mais aqui.

Durante a gestação, a mulher grávida precisa realizar diversos exames para garantir que está tudo bem com a sua saúde, a do bebê, assim como o desenvolvimento dele. E o exame do cotonete é um exame muito importante que deve ser realizado no final da gestação!

Este exame identifica a presença de uma bactéria que não gera nenhum sintoma na gestante, mas que pode ser extremamente perigosa para o recém-nascido, que pode contraí-la no momento do parto.

Vamos explicar o que é este exame, quando e como ele é realizado e sua principal importância para garantir que tudo ocorra bem com a mãe e o bebê.

O que é o exame do cotonete?

O exame do cotonete é realizado para detectar a presença de Streptococcus B (Streptococcus agalactiae), que é uma bactéria que pode estar presente no trato urinário, gastrointestinal e também na vagina da mulher.

Em uma média, cerca de 1 a cada 3 gestantes possuem esta bactéria e, por isso, este é um exame muito comum e essencial para toda gestante.

Em adultos, esta é uma bactéria inofensiva e não traz nenhum perigo à saúde, porém ela pode ser muito perigosa para os recém-nascidos, ocasionando em doenças muito graves, como pneumonia e meningite.

Dessa forma, quando um adulto possui esta bactéria, normalmente ele não apresenta nenhum sintoma e, por isso, a gestante pode nem mesmo saber que possui o Streptococcus B.

Durante a gestação, não é possível que o bebê se contamine, caso a mãe possua a bactéria, mas isto pode acabar acontecendo no momento do parto.

Porém, há medidas que podem ser tomadas e tratamento que pode ser ministrado quando a mulher entra em trabalho de parto que evitará que a contaminação aconteça. Mas, para isso, é necessário identificar se a mãe possui ou não esta bactéria. Por isso, é tão importante que o exame do cotonete seja feito ao final da gestação, normalmente entre a semana 35 e 37, antes do parto.

Como é feito o exame do cotonete?

O exame é bastante simples e é realizado em um laboratório.

É feita uma coleta usando um swab (cotonete) de amostras da vagina e ânus, onde é possível identificar a presença da bactéria de modo mais fácil e simples.

Após as amostras serem enviadas para o laboratório, o resultado deste exame costuma sair dentro de um dia ou, no máximo, em até 48 horas.

E se der positivo no exame do cotonete?

Caso o exame seja positivo, mostrando que a mãe possui, de fato, o Streptococcus B, pode ser necessário fazer um tratamento algumas horas antes do parto e durante o mesmo, com a ministração de antibióticos na veia da gestante.

Porém, isso é algo que deve ser verificado e decidido pelo médico, que analisará se há a presença de uma infecção causada pela bactéria e se o bebê corre algum risco de contaminação durante o parto.

Nem sempre existe este risco, portanto não se preocupe em excesso com isso até que o seu médico diga realmente o que deve ser feito e quais são os riscos de contaminação.

Pois, mesmo que o exame dê positivo, não há motivos para a mãe se preocupar, já que é possível controlar a situação de forma que ela não apresente riscos de saúde para a criança.

Quando há o tratamento adequado com os antibióticos, as chances do bebê contrair a bactéria durante o parto são mínimas, em torno de 1 a cada 4.000 casos. Ou seja, praticamente é raro que a contaminação ocorra quando a mãe está sendo tratada na hora do parto.

Contaminação da bactéria

Exemplo de bactéria vista através de um microscópio Embora muitas pessoas possam acreditar que esta bactéria é uma DST, pode ser identificada na região genital, ela não é. Normalmente, esta bactéria vem da sua própria região intestinal e retal.

Para o bebê, o normal é que a contaminação aconteça durante o parto por via natural, através da passagem pelo canal vaginal da mãe.

Quando o parto é por cirurgia cesariana e não há o rompimento da bolsa d’água, o bebê não é necessário o tratamento para que evite a contaminação.

Porém, é importante saber que, mesmo sendo mais raro, há riscos de contaminação do bebê ainda no útero, através de invasão do líquido amniótico.

Sintomas do Streptococcus B

Mesmo sabendo que pode ser tratada e evitada a contaminação do recém-nascido, é importante entender um pouco a gravidade, sintomas e os fatores de risco desta contaminação.

Como já falamos, esta é uma bactéria que é inofensiva para o organismo de adultos saudáveis e não apresenta muitos sintomas, sendo até mesmo difícil desconfiar que você a possui, a menos que faça o exame para a verificação.

Em casos de pessoas que possuem um sistema imunológico comprometido, como diabéticos, pessoas com câncer e até mesmo com problemas do fígado, a Streptococcus B acaba sendo muito grave.

E, além destes grupos, o maior fator de risco está justamente quando o recém-nascido se contamina. Neste caso, ele pode apresentar diversos sintomas, como febre, dificuldade respiratória e cardíaca.

Além disso, pode apresentar problemas renais e no trato gastrointestinal, assim como também pneumonia e até mesmo meningite.

Um fator ainda agravante desta contaminação é quando a bactéria vai para a corrente sanguínea, ocasionando em sepse.

O maior problema é que os sintomas da infecção podem aparecer em momentos diferentes.

Em alguns casos, com poucas horas de vida os primeiros sintomas podem surgir e, normalmente, são os sintomas mais leves, como a febre.

Mas em outros casos, os sintomas podem demorar meses.E quando os sintomas da infecção começam a surgir após três meses de vida do bebê, normalmente é uma infecção mais grave.

Por isso, é muito importante realizar o exame do cotonete na gravidez e, se for preciso, fazer o possível para tratar a gestante pouco antes e durante o parto, evitando ao máximo que o bebê se contamine.

Toda gestante precisa estar atenta para os exames que precisam ser feitos durante a gestação, porém evite sempre se preocupar em excesso antes de fazê-los.

Esta é uma fase cheia de medos, inseguranças e desafios, portanto não imagine sempre o pior, especialmente quando você conta com uma equipe médica que já lhe acompanha e está cuidando de você e do seu bebê.